AO VIVO
Fechar
©2024. Rádio Progresso. Todos direitos reservados. Política de Privacidade.

Mais da metade dos bares e restaurantes em SC não lucrou em maio

Associação diz que empresários ainda se recuperam dos efeitos da pandemia

Por Rádio Progresso
Postado em 09 de julho de 2024 às 10:05.01

Mais da metade dos bares e restaurantes de Santa Catarina (54%) funcionou sem lucrar em maio deste ano, segundo pesquisa feita pela Abrasel. Levantamento mostrou que setor de bares e restaurantes em SC operou em prejuízo.

Maioria dos bares e restaurantes em SC não lucraram ou operaram em prejuízos

A pesquisa elaborada pela Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) apontou que, dos 54% dos bares e restaurantes em SC funcionando sem lucro, 19% deles operaram em prejuízo e somente 35% deles em equilíbrio no período.

No período de maio, o lucro ficou apenas com 46% dos negócios associados à Abrasel. O índice, segundo a entidade, é considerado pequeno e "preocupante".

"O resultado da pesquisa é preocupante, principalmente no momento atual. Muitos estabelecimentos ainda se recuperam dos danos da pandemia, não conseguindo uma boa margem de lucro em meio ao aumento de preço de diversos insumos", alerta a presidente da Abrasel em SC, Juliana Mota.

"A preocupação cresce por conta da discussão acerca do aumento das alíquotas para bebidas açucaradas – que são muito consumidas em bares e restaurantes. Isso pode agravar, e muito, o resultado dos próximos meses e prejudicar todo o setor", completa Mota.

Veja os números em SC do período de maio:

·       54% das empresas operaram sem lucro (sendo 19% em prejuízo e apenas 35% em equilíbrio);

·       46% dos bares e restaurantes em SC lucraram;

·       Comparando ao mês anterior, 51% dos empreendimentos teve faturamento superior, 21% se manteve e 28% registrou queda;

·       43% dos empreendimentos não conseguiram aumentar os preços no último ano, 40% reajustou conforme ou abaixo da inflação e 17% conseguiu reajustar os preços acima.

·         43% dos empresários estão com dívidas em atraso, sendo: 89% devem impostos federais, 64% impostos estaduais, 32% encargos trabalhistas/previdenciários, 32% serviços públicos (como água, luz, gás, telefone), 25% taxas municipais, 21% fornecedores de equipamentos e serviços, 18% fornecedores de insumos (alimentos, bebidas), 18% devem aluguel, 18% empréstimos bancários e 4% devem aos empregados.

Fotos:
Fonte: ND+